"Para a dialética a aparência é um aspecto do real, seu aspecto mais superficial e elementar, a aparência (o que aparece) traduz as relações mais simples do real, é a epiderme que se mostra e que, na maioria das vezes, está em contradição com a essência dos fenômenos. Se assim não fosse, Marx não teria observado que 'Toda ciência seria surpéflua se a aparência das coisas coincidisse diretamente com sua essência' (O Capital).
Impõe-se, consequentemente, ultrapassar o nível das aparências. É o que significa aprofundar dialéticamente a análise. É o que permitirá apreender concretamente a realidade, no processo do conjunto de seus múltiplos fenômenos, identificando, assim, seus fatores estruturais, responsáveis pelos significados decisivos do momento atual. E as próprias aparências poderão, então, revelar seus verdadeiros significados, permitindo, assim, que sejam objetivamente consideradas para efeitos programáticos."
José Chasin - 1977

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