sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Um poema infanto-juvenil, porque ainda não sei ser outra coisa

Num dia claro de outono
Estarei com uma blusa branca
Te encontro num corredor estudantil
Teu olhar logo fura o meu
Olharei teus olhos
Morderei o alvo que é tua boca
Sentirei teu cheiro,
tua nuca que é queimada de sol.
Num dia claríssimo de outono
Cadernos na mão
Nas páginas dessa história
estará escrito a cumplicidade.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Dialética

É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste...

Vinícius de Moraes