imagino como seria te amar
teria o gosto estranho das palavras
que brincamos
e a seriedade de quando esquecemos
quais palavras
imagino como seria te amar:
desisto da idéia numa verbal volúpia
e recomeço a escrever
poemas.
Por Ana Cristina Cesar.
Que me faz lembrar deste, de meu amigo Lean Dromoi :
assobio
dois dedos aberta a janela
e o vento me acorda com frio
e o sonho que era ela
passou a ser insone e sombrio
o acalanto com carinho do anil
despertou-me nublado em serração
beijos tão claros sorrindo doce visão
agora são toques invernais e assobios.
Querida, adormeça-me depressa
quero retomar a longinqua alegria
que aos poucos já esqueço às avessas
do gelido despertar do dia
minha boca em teus cabelos vertia
suspiros, langor contentamento
se meu sonho não habitar meu pensamento
farei do frio cálida poesia!
Que me faz lembrar de outro... e de outro...
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Versos à Lacan!
Estranhada ausência
Esta que diz
A palavra substitui
a palavra
Há este vazio em mim
Você procura neste nada
O que de fato, não acha
Encontra no eu o mim
Então mim volta à
... copa das árvores...
Para aprender a não andar com as
mãos!
Por Vinicius de Oliveira
Esta que diz
A palavra substitui
a palavra
Há este vazio em mim
Você procura neste nada
O que de fato, não acha
Encontra no eu o mim
Então mim volta à
... copa das árvores...
Para aprender a não andar com as
mãos!
Por Vinicius de Oliveira
domingo, 19 de outubro de 2008
sábado, 18 de outubro de 2008
sulcos no colção:
a minha imaginação
perde a razão
quando penso na noite
em que tuas mãos
deslizarão
por esta pele
que te chama
em chamas
perde a razão
quando penso na noite
em que tuas mãos
deslizarão
por esta pele
que te chama
em chamas
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
domingo, 12 de outubro de 2008
transformar amor em nada *
Há uma dor. Aqui.
E tá falando grego.
Penso:
o que, agora, está determinando essa confusão?
Tudo o que eu faço é uma eterna contradição.
De antemão,
já conheço essa lição:
transformar o coração
numa pedra-sabão.
(* frase de Paulo Leminski)
E tá falando grego.
Penso:
o que, agora, está determinando essa confusão?
Tudo o que eu faço é uma eterna contradição.
De antemão,
já conheço essa lição:
transformar o coração
numa pedra-sabão.
(* frase de Paulo Leminski)
c
Não sei desenhar
tão pouco rimar
Mas, ás vezes junto as palavras
e dá pra disfarçar
Também não sei descodificar
quando alguém
por dentro ou por fora
está
Confundo sempre os sinais
que brincam de me embaralhar
tão pouco rimar
Mas, ás vezes junto as palavras
e dá pra disfarçar
Também não sei descodificar
quando alguém
por dentro ou por fora
está
Confundo sempre os sinais
que brincam de me embaralhar
sábado, 4 de outubro de 2008
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