segunda-feira, 20 de outubro de 2008

imagino como seria te amar

teria o gosto estranho das palavras
que brincamos
e a seriedade de quando esquecemos

quais palavras

imagino como seria te amar:
desisto da idéia numa verbal volúpia
e recomeço a escrever
poemas.

Por Ana Cristina Cesar.
Que me faz lembrar deste, de meu amigo Lean Dromoi :

assobio

dois dedos aberta a janela
e o vento me acorda com frio
e o sonho que era ela
passou a ser insone e sombrio
o acalanto com carinho do anil
despertou-me nublado em serração
beijos tão claros sorrindo doce visão
agora são toques invernais e assobios.

Querida, adormeça-me depressa
quero retomar a longinqua alegria
que aos poucos já esqueço às avessas
do gelido despertar do dia
minha boca em teus cabelos vertia
suspiros, langor contentamento
se meu sonho não habitar meu pensamento
farei do frio cálida poesia!



Que me faz lembrar de outro... e de outro...

Versos à Lacan!

Estranhada ausência
Esta que diz
A palavra substitui
a palavra
Há este vazio em mim
Você procura neste nada
O que de fato, não acha
Encontra no eu o mim
Então mim volta à
... copa das árvores...
Para aprender a não andar com as
mãos!


Por Vinicius de Oliveira

domingo, 19 de outubro de 2008

A flor amputada
é a falta de uma pétala
O homem amputado
é saudade a mais
A saudade é menos

sábado, 18 de outubro de 2008

sulcos no colção:

a minha imaginação
perde a razão
quando penso na noite
em que tuas mãos
deslizarão
por esta pele
que te chama
em chamas

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

cada louco com a sua

estou com mania de rimar
desgraça com amar

domingo, 12 de outubro de 2008

transformar amor em nada *

Há uma dor. Aqui.
E tá falando grego.
Penso:
o que, agora, está determinando essa confusão?
Tudo o que eu faço é uma eterna contradição.
De antemão,
já conheço essa lição:
transformar o coração
numa pedra-sabão.


(* frase de Paulo Leminski)

c

Não sei desenhar
tão pouco rimar
Mas, ás vezes junto as palavras
e dá pra disfarçar
Também não sei descodificar
quando alguém
por dentro ou por fora
está
Confundo sempre os sinais
que brincam de me embaralhar

sábado, 4 de outubro de 2008

uma foto que é um poema em: 1 de janeiro de 2008