Um céu azul me rasga os olhos da janela do meu quarto.
A literatura:
mil letrinhas que correm e formam palavras,
dão um salto e num instante estão na linha de baixo e formam frases,
de helicóptero elas voam até a outra página...
O cheiro de giz impregna tudo.
Poucos metros quadrados, três, quatro, sei lá...
Coisas até o teto empilhadas ou pelo chão, eu sempre ando tropeçando, mas o chão é de carpete... e o cheiro de giz...
De vez em quando vem uma criancinha que não sabe falar,
tudo é aquele dedinho minúsculo apontado
e gemidos balbuciados,
um rabo de cavalo na ponta da cabeça.
E cabeça lá tem ponta?
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